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São Paulo, 2016
Mobiliário urbano de São Paulo - SP

4º Lugar no Concurso nacional de ideias para mobiliário urbano de São Paulo - SP

 

São Paulo, 2016
Mobiliário urbano para São Paulo

 

Na concepção das novas famílias de mobiliário urbano para a cidade de São Paulo buscou-se, em linhas gerais, as seguintes premissas:

 

- Conceber sistemas modulares pré-fabricados através de um desenho sintético, capaz de padronizar os elementos, baratear e facilitar os processos de fabricação e replicação, armazenamento, transporte e montagem, sem a necessidade de grandes equipamentos e operações logísticas. A instalação da maioria dos mobiliários pode ser feita sem envolver cimento ou concreto, tornando a construção seca e menos trabalhosa;

 

- A apresentação de uma linguagem marcada por traços geométricos que trazem a influência dos tempos modernos de São Paulo, característica que perdura no imaginário coletivo de seus cidadãos e em suas ruas até hoje;

 

- O conforto representado pela ergonomia otimizada dos mobiliários, que sintetizam medidas ideais para o bem estar nas áreas de permanência da cidade, buscando atrair e manter o cidadão no meio urbano;

 

Ao analisar de maneira sistemática as características das famílias de mobiliários, é possível identificar aspectos peculiares de cada conjunto, desde suas dimensões físicas até a área de abrangência de seu impacto urbano.

 

Em termos de linguagem, podemos classificá-los como elementos pontuais e lineares, caso dos balizadores e paraciclos, e volumétricos, como o abrigo em parada de táxi, o quiosque multiuso e o sanitário público. Além disso, é possível classificá-los quanto a sua associação ou não em série, caso dos bancos, paraciclos, balizadores e guarda corpos.

 

Para os mobiliários de grande porte buscou-se uma solução capaz de possibilitar expansões e de receber adições que variam em conformidade com a complexidade de cada um dos três elementos.

 

— Parte-se do abrigo em ponto de parada de táxi por possuir menores dimensões em relação aos demais, ausência de vedações e maior simplicidade de ligações à infraestrutura urbana existente. Assim, é conformada a estrutura básica do sistema formada por dois pilares e cobertura.

 

— Para o quiosque multiuso a estrutura da cobertura é acrescida e os painéis de vedação são adicionados, enquanto no sanitário público o sistema é amplia- do para receber as redes de infraestrutura e para se adequar às dimensões e condições necessárias ao seu funcionamento.

 

Nos mobiliários de médio porte os bancos, papeleiras e bebedouro diferenciam-se em matérias de linguagem dos paraciclos. Nos primeiros, faixas estruturais que envolvem os elementos cumprem a função de suporte e de interface com o solo.


Já os paraciclos possuem uma lingua- gem mais próxima dos elementos de proteção, marcados por pontos, linhas e planos.

 

Os elementos de proteção, caracterizados pelos balizadores e guarda corpos, possuem diferenciações em sua linguagem dadas as especificidades de suas aplicações e utilizações no espaço público.

 

São marcados pela utilização de perfis metálicos retangulares que demarcam e estruturam as linhas e planos necessários ao seu funcionamento.